As cigarras em volta fazem surgir na mente a lembrança do Self. Um intervalo, um alívio na fieira de pensamentos. Vêm as cigarras, então o pensamento: “não há pessoa aqui, nem mente há, só a fieira de pensamentos irreais dentro de um mundo de sonho.” E aí alarga-se a atenção, apuram-se os ouvidos, o Eu é quem testemunha o sonho. Tudo ele é, mas nada em especial. A mente símia, o vento do fim de tarde, a zuada das cigarras: “Eu Sou”. O barulho das cigarras é o Aum possível desta mente. O canto das cigarras é meu Anahata Nada, o som não-percurtido, eterno, só ouvido pelo Self.

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