Trechos de “Temperamentos Transformados”, de Tim Lahaye

▪️O mais rico de todos os temperamentos é o melancólico. Esse, em geral, possui mente privilegiada e uma tremenda capacidade de experimentar toda gama de emoções. O maior perigo está em se entregar a pensamentos negativos que exagerem suas tendências pessimistas. 

▪️Alguns dos maiores gênios do mundo foram melancólicos superdotados, que desperdiçaram seus talentos em crises de angústia profunda, tornando-se apáticos e pouco produtivos.

▪️Esse temperamento é, de todos, o mais talentoso. É perfeccionista por natureza, muito sensível e apreciador das belasartes, analítico, abnegado e amigo leal. Em geral não é extrovertido e raras vezes se impõe. Ao lado de seus dotes excepcionais existem também fraquezas igualmente complexas, que muitas vezes se neutralizam. Esse caráter tende a ser genioso, crítico, pessimista e egocêntrico. 

▪️Os grandes artistas, compositores, filósofos, inventores e teóricos do mundo foram, em sua maioria, melancólicos.

▪️Um dos marcos característicos do temperamento está no desejo de sacrificar-se. Os indivíduos muito melancólicos encontram dificuldades em aproveitar o conforto ou o sucesso sem sentir algum complexo de culpa. Possuem, com frequência, a inclinação de dedicar-se a causas que exijam grande privação pessoal.

▪️Embora os talentos inatos do melancólico sejam provavelmente maiores do que os dos demais temperamentos, eles são muitas vezes negligenciados devido a um excessivo sentimento de inferioridade. Como são perfeccionistas, é raro se satisfazerem tanto com as próprias realizações quanto com as alheias, porque seus altos padrões de perfeição são difíceis de atingir.

▪️O fracasso é uma experiência devastadora para os melancólicos. Desse momento em diante, seus sentimentos de inferioridade aumentam, e eles passam a ter pavor de fazer qualquer nova tentativa, para que não se repitam os resultados desastrosos.

‘Fantasia!’, diz o homem que lê Fatos ao homem que lê Ficção, desconhecendo que fatos são fantasia — mesmo que não o sejam na hora em que são escritos, eles o são na hora em que são lidos.

Barry Stevens

Quando você olha para algo, o que você vê é o Absoluto, mas você imagina que vê uma nuvem ou uma árvore. Aprenda a olhar sem imaginação, a ouvir sem distorção, isso é tudo. Pare de atribuir nomes e formas ao que, essencialmente, é sem nome e sem forma. Dê-se conta de que todos os modos de percepção são subjetivos, que o que é visto, ouvido, tocado ou cheirado, sentido ou pensado, esperado ou imaginado está na mente, e não na realidade, e você então terá paz e será livre de medo.

Nisargadatta Maharaj

Com frequência, um cavaleiro, se não deseja ver-se separado do cavalo, é obrigado a conduzi-lo onde este que ir, da mesma maneira o ego tem o hábito de transformar em ação a vontade do id, como se fosse sua própria.

Sigmund Freud